Protótipo de UI — Módulo Prontuário
Telas navegáveis do fluxo customização → utilização, no brandbook Unisaúde. Use o menu à esquerda. Dados de exemplo seguem a cadeia Base → Empresa → Cardiologia → overlay do Dr. Daniel.
Resumo técnico do modelo
O módulo é um prontuário multi-jurisdição, totalmente configurável e assistido por IA, sobre um modelo de dados clínico único. O princípio-mestre é reduzir a fricção documental: o fracasso dos prontuários eletrônicos não é falta de campos, é excesso de atrito — então tudo é desenhado para facilitar a vida do médico, sem abrir mão de segurança, rastreabilidade e valor jurídico.
1Fundamento arquitetural
Existe um modelo canônico único (base FHIR R4): paciente, encontro, problema, observação, ordem, procedimento, documento. Sobre ele atua uma camada de política por jurisdição — catálogo extensível de duas granularidades (Região e País; prioridade Brasil e Angola) que parametriza o delta legal (retenção, assinatura, acesso, terminologias). Adicionar jurisdição é adicionar configuração, não reescrever o módulo. O registro nasce interoperável, codificado (CID/SNOMED/LOINC), versionado e com proveniência; a separação entre dado e apresentação permite evoluir formulários sem comprometer o histórico.
2Modelo de formulários (5 níveis)
Elementos e Objetos vivem num Catálogo central versionado; o Template, preenchido, gera uma Instância (a "página"), imutável após assinatura. Dois eixos ortogonais: Grau de Inclusão (Obrigatório · Desejável · Sugerido — constar) e Obrigatoriedade de Preenchimento (preencher, com negativa estruturada). Evolução sem quebrar o passado por versionamento duplo e deprecação (nunca exclusão).
3Customização: árvore + modificadores
Herança sequencial (especialidade sempre deriva da Empresa) com overlay do usuário; cada camada só reforça e adiciona. Jurisdição e Convênio são modificadores transversais (regras condicionais em qualquer nó), não níveis. Jurisdições ativas somam pelo critério mais rígido. Composição multi-especialidade em três modos.
4Camada de lógica e inteligência
F1 — Lógica de formulário (determinística)
Motor de regras Quando → Então sem código: condições em agrupamentos (E/OU/XOU, negação por condição, parâmetros por agrupamento), efeitos de visibilidade, obrigatoriedade, calcular (editor de fórmula), formatar (paleta semântica) e validar. Regras ligadas a elementos/objetos ou a templates por nível. Verificador de integridade sobre o conjunto mesclado + simulador. Propriedades que variam por dimensão usam configuração externa (tabela central).
F2 — CDS clínico
Apoio à decisão central, curado e parcimonioso, com intrusividade graduada (passivo → inline → soft stop → hard stop). Segurança medicamentosa, valores críticos, protocolos, bases de conhecimento. Reutiliza o motor da F1.
F3 — Agentes de IA
Camada que lê e escreve o prontuário sob validação humana: escriba ambiental (com consentimento), Q&A com citação, resumos, análises e validação de fluxos subordinados. Governança rígida (treino vedado por padrão, auditabilidade, homologação de modelos).
5Episódio, Problema e resultados
- Episódio agrupa os encontros de uma situação; encerrar a página ≠ dar alta do episódio (médico responsável, handoff bidirecional).
- Problema transversal, 5 estados (Ativo · Encaminhado · Resolvido · Baixado sem resolução · Inativado), com reabertura.
- Resultados = registros de primeira classe; exigem reconhecimento do médico (escalonamento solicitante → substituto → diretor); críticos alertam fora do atendimento.
6Ordens, documentos e fluxo
Motor único de Ordem Clínica (interna "Ordem de Serviço"; externa "Receita/Pedido Médico") + documentos (herdam pela árvore; layout de tela + impressão timbrada com assinatura). Atendimento em quatro janelas — Informativa · Interativa · Formulário · Prescrição — com quatro layouts. Abertura pela fila (um clique, triagem importada), preenchimento por raciocínio SOAP, fechamento com assinatura biométrica. Edição com autosave campo a campo.
7Cenários, papéis e conformidade
Cenário (ambulatorial, urgência, ocupacional, telemedicina, checkup) não é mecanismo novo — é composição. Papéis em três eixos de governança (Master · Admin do Sistema · Diretor da Clínica) + clínicos, operacionais e externos; RBAC/ABAC, mínimo necessário, break-the-glass. Conformidade por jurisdição (Angola é o principal vácuo, a tratar com assessoria local).
8Entregável no MVP
O determinístico funciona (catálogo, autoria, regras, verificador, composição, episódio/problema, exames/reconhecimento, CDS determinístico). A IA entra por costuras já desenhadas (escriba, Q&A, interpretação da prescrição, suporte diagnóstico), mocadas na UI — nada de IA aparece sem rótulo até ser validado.